Words shared become Light

Of Freedom / Da Liberdade

ENG

“The German word Freiheit (liberty) has a historical origin in the freihals or Frihals, both meaning” free neck “(Frei Hals), free from the fetters held in the slaves.
The concept of Liberty is so associated with an absence of physical or moral restraint that we forget the greater value it has. Being imprisoned means being surrounded by walls, but for the most part they have nothing of cement and brick. With the development of Philosophy, Law and such other  knowledge, in the last centuries we have become accustomed to thinking of ourselves as an emancipated and developed society that fights for human rights, the basic ones, those that should be born with us, but I think we do not think much of what they mean in reality and in what they can truly change in us as individuals and society. This week I stumbled upon the real meaning of Freedom. In etymology the term “freedom”, from the Greek, eleutheria, meant power as well as freedom of movement. In the same way, in Latin, the term libertas, symbolized independence. But have you ever thought that real freedom is really the freedom of the Soul ?!
We have spent so much time defending that we should be treated as equals: women, men, whites, blacks, yellows, gays, lesbians, transsexuals, disabled people, Catholics, Hindus, Jews, fat, thin … the list is long and each one of us fits into more than one category, yes, we fall into categories. We do not think for a second that we are all human beings, we are all simply Souls, and here is the difference between Real Freedom and Thought Freedom. If for a moment we recognized ourselves only as equal consciences, each having a different path to follow, and to that path corresponded specific constraints, we easily would accept the other. Accepting the other will give him freedom to be accepted. Freedom is just the opposite of imprisonment and real imprisonment is not being able to be who we are. Be who we are. And being who we are has nothing to do with what we represent as the envelope of the Soul. It is not related to the image that others have of us. To be free is to be able to accept that the package in which we have come is perfect, that the choices that our Soul impels us to make are right, because above all, despite being prisoners, we are commanders of our own Heart, and this is who we must Accept, in spite of what others may say. To be Free is no more than to be Prisoner and Commander of the Heart itself. And Liberty will only be built when each of us is capable of being Soul without fetters.

PT

“A palavra alemã Freiheit (liberdade) tem origem histórica nos vocábulos freihals ou frihals. Ambos significavam “pescoço livre” (frei Hals), livre dos grilhões mantidos nos escravos.”
O conceito de Liberdade está tão associado a uma ausência de constrangimento físico ou moral que nos esquecemos do valor maior que ela tem. Estar aprisionado significa estar rodeado de paredes, mas na maior parte das vezes elas nada têm de cimento e tijolo. Com o desenvolvimento da Filosofia, Direito e outros conhecimentos que tais, nos últimos séculos habituamo-nos a pensar em nós como uma sociedade emancipada e desenvolvida que luta pelos direitos humanos, os básicos, aqueles que deviam nascer connosco, mas penso que pouco pensamos naquilo que eles significam na realidade e no que podem verdadeiramente mudar em nós enquanto pessoas e sociedade. Esta semana tropecei por acaso no significado real de Liberdade. Na etimologia o termo “liberdade”, do grego, eleutheria, significava o poder, bem como a liberdade de movimento. Da mesma maneira, no latim, o termo libertas, simbolizava a independência. Mas vocês já pensaram que a liberdade real é mesmo a liberdade da Alma?!
Passamos tanto tempo a defender que devemos ser tratados como iguais : mulheres, homens, brancos, pretos, amarelos, gays, lésbicas, transexuais, deficientes, não deficientes, católicos, hindus, judeus, gordos, magros… a lista é longa e cada um de nós se enquadra em mais do que uma categoria, sim, dividimo-nos em categorias. Não pensamos por um segundo que somos todos seres humanos, somos todos simplesmente Almas, e aqui está a diferença entre a Liberdade real e a Liberdade pensada. Se por um instante nos reconhecesse-mos apenas como consciências iguais que têm, cada um, um caminho diferente a percorrer, e a esse caminho correspondem condicionantes especificas, facilmente aceitávamos o outro. Aceitar o outro vai lhe dar liberdade para que se aceite. Liberdade é apenas o contrário de prisão e prisão real é não poder ser quem somos. Ser quem somos. E ser quem somos nada tem que ver com aquilo que representamos enquanto invólucro da Alma. Em nada está relacionado à imagem que os outros têm de nós. Ser livre é poder aceitar que o pacote em que viemos é perfeito, que as escolhas que a nossa Alma nos impele a fazer estão certas, porque acima de tudo, apesar de prisioneiros, somos comandantes do nosso próprio Coração, e esse é quem temos de aceitar, digam os outros o que disserem. Ser Livre não é mais do que ser Prisioneiro e Comandante do próprio Coração. E a Liberdade só se vai construir quando cada um de nós for capaz de ser Alma sem grilhões.

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